sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tricolores saem do armário

05/06/08

Sou tricolor de coração. Mesmo quando ele esteve na terceira divisão. A rima é pobre, mas é verdadeira! Nunca abandonei a minha paixão pelo Fluzão (sim, no superlativo!), nem mesmo quando ele esteve pra lá do pior. Sou fiel!!! E fico muito embasbacada, mas muito mesmo, quando vejo alguém que é de um time mudar para outro. Acho uma fraqueza de caráter! E se tem algo que admiro em mim mesma é o meu caráter. Portanto, uma vez Fluminense, Fluminense até morrer (e que me perdoem os flamenguistas pelo plágio).
Pelas minhas veias, não corre apenas um sangue vermelho, mas também branco e verde. E ontem minhas veias tricolores bombearam sangue mais fortemente para meu coração. Ainda que não tenha ido ao Maraca, era como se estivesse lá. Que vibração! Que energia! Grudei os olhos na telinha a cada lance e tive orgasmos múltiplos (digo, triplos!). Três a um!!! Tudo bem, o ‘parceiro’ também teve sua chance de gozar. Mas então do riso fez-se pranto (permita-me roubar seus versos, meu querido Poetinha botafoguense – única falha que você teve...) quando o Flu meteu mais dois. Aí foi o êxtase...
O jogo acabou, a euforia ficou. Foi difícil pegar no sono. Uns 20 minutos depois, começou o buzinaço nas ruas próximas de onde moro. Uma horda de tricolores voltava pra casa e era um tal de apertar buzina, gritar Nense, e por aí vai... Acabei dormindo embalada por aquele hino: a alegria de ser tricolor! (Que mané rubro-negro!)
Num estado meio em alfa, me senti em plena Laranjeiras, onde tantas vezes comemorei a vitória do meu Flu embriagada de alegria. Fiquei admirada ao ver como tantos tricolores resolveram sair do armário. Onde eles se escondiam? Porque eu sempre estive aqui, perdida num bucólico bairro da Zona Oeste, gritando a plenos pulmões pela varanda de minha casa: NEEEEEEENSE!!!!!!!!!! Mas muitas vezes me sentia uma voz única. Seria preciso a vitória sobre um time argentino para fazer com que tantos tricolores se orgulhassem de ser o que são, mostrando a todos que não há coisa melhor no mundo do que ser Fluminense?
Sabe, sou do tempo (caraca, essa é péssima!) em que o ápice no Maraca era assistir ao Fla X Flu. Hoje, fico boba ao ver que o apogeu se encontra num clássico (irc! clássico pra quem, cara pálida?) Vasco X Flamengo. Então, a reação da torcida ontem diante da vitória sobre o Boca Juniors, que conduziu o meu Timão (com licença, corinthianos) à final da Taça Libertadores da América, me fez acreditar que há luz no fim do túnel: o Flu voltará a se sagrar entre os clássicos. Porque, ontem, vi pela tevê e nas ruas do meu bairro reações da torcida como se fosse final de Copa do Mundo. E se tem algo melhor que vitória da seleção brasileira na Copa, somente a vitória da SELEÇÃO TRICOLOR!

OBS – Queridos amigos flamenguistas, vascaínos, botafoguenses e até ‘americanos’ que me leram até aqui, por favor, não fiquem bravos comigo. Basta trocar as palavras ‘Flu, Flusão, Nense, Fluminense’ por todos os nomes que seus times são chamados. Porque futebol é uma paixão sem explicação: cada um ama um time, sabe-se lá o motivo. E tenho certeza de que você ama o seu igualmente como eu amo o meu. Cada um na sua! Mas, como esse é o MEU blog, segura mais uma vez: NEEEEEEEEENSE!!!!!!!!!!!

10 comentários:

Fernando Freire Jr. disse...

Engraçado você ter perguntado por onde andavam os tricolores, porque eu fiz esta pergunta aqui no trabalho. Há anos que o Rio parece ter só dois times - Vasco e Flamengo. E concordo com você que este não é exatamente um clássico. Também sou do tempo que um Fla-Flu parava a cidade. E o jogo tinha um charme muito maior. Seu time merece estar aonde está e torcerei por ele até o último jogo em Tóquio! Beijão!

georgia disse...

Esse nosso time só nos dá alegrias!!! Viva o Nosso Fluzão!!!!
bjks
Geo

Paulo Borchert disse...

Oi Ana, minha querida "personal liquid paper".
Descobri que temos mais uma coisa em comum: a paixão pelo Fluzão. Quarta feira foi emocionante demais, pois ganhar de "los hermanos" é ganhar duas vezes!
Eu acho que os tricolores andavam dentro do armário, porque o time também estava dentro do armário há algum tempo, sem raça e sem garra. Agora voltou a ter as duas de volta, virando jogos na hora certa, o que devemos ao Renato, que supre a deficiência como técnico com a garra, o "hermano" Conca, um guerreiro inversamente proporcional ao tamanho, e ao Washington,com uma garra e vontade de vencer impressionante, que me faz lembrar o Vavá, apelidado de Tanque, centro avante da Copa do Mundo de 58, quando você certamente nem era nascida.
Só acho que o seu comentário final deve fazer parte da crônica, pois fecha legal.
Beijos e saudações tricolores

Ana Cristina disse...
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Ana Cristina disse...
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Ana Cristina disse...
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Ana Cristina disse...

Minha prima,
tive o grande prazer de ver o nosso Fluzão no Maraca!!
Sabe aquela musiquinha "O Maraca é nosso! Arrá... urru"? Foi assim que me senti diante da nossa gigantesca torcida.
A outra, era só um cercadinho perdido no colorido grená, verde e branco!
Saí do nosso Maraca em êxtase!

- Riquelme, foi um prazer fazer vc nos conhecer!!! :))))

Me contaram a seguinte história:
(Qdo o Fluminense estava na fase de comprar nossos jogadores, cogitou-se em comprar o Riquelme, e ele respondeu:
"Fluminense? Que Fluminense? Não conheço nenhum Fluminense..."

BOM, AGORA JÁ CONHECE!

Saudações Tricolores.
:)))))
Cristina Nunes

Fabio Bastos disse...

Ana
Sou flamenguista e estou cansado de secar o Flu sem sucesso. Já fui Fla-São Paulo, Fla-Boca e agora sou Fla-LDU. Acho que dessa vez o Flu está com a mão na taça, mas ainda resta uma esperança.
Se não ser certo, palmas para o Flu.
Sds rubro-negras
Fabio

Blog da PatSi disse...

Sou Botafoguense, literalmente, desde criancinha. Provavelmente desde 68, quando foram comemorados três títulos conquistados no Brasil: o Campeonato Carioca, a Taça Gunabara e a Taça Brasil. Foi numa dessas comemorações que comecei a gritar "Fogo" (sem que houvesse incêndio, rsrs) e nunca mais parei, até onde o time me permite.
Como você diz, Aninha, não há explicação para essas paixões. Minha mãe não ligava pra futebol e meu pai mais reclamava do que torcia pelo Flamengo. Também não tem explicação que torcedores dos outros times brasileiros mudem até de nacionalidade só porque não é o seu eleito que está competindo pelo título. Ao invés de torcer contra o Flu, o que eu quero é ver meu Glorioso no lugar de vocês defendendo um título pelo Brasil. Enquanto esse dia não chega, parabéns para os Tricolores que, no momento, têm seu time como nossa Seleção na Libertadores!

Kéla disse...

Que bom termos essa paixão tricolor em comum!!!!!
O que mais me emocionou foi assistir ao meu filho assistindo ao jogo. Ele vibrava, chorava de escorrer lágrimas de felicidade a cada gol, pulava e me abraçava. Eu sou tricolor, sim, mas não há como competir com a paixão do meu filhote.

E, realmente, fazia tempo que eu não via tantos tricolores espalhados por aí.... Ainda bem que eles reapareceram!!!!!
Beijo grande